Horta Comunitária
A criação de hortas comunitárias atua na atenuação do microclima urbano por meio da substituição do solo impermeabilizado e da massa construída por cobertura vegetal biologicamente ativa. De acordo com diretrizes da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (US EPA), a vegetação reduz a temperatura ambiente utilizando dois mecanismos físicos fundamentais: o sombreamento direto das superfícies e a evapotranspiração, processo no qual as plantas absorvem energia térmica do ar para transformar água líquida em vapor. Além do resfriamento, as hortas comunitárias promovem a retenção de águas pluviais, reduzem o escoamento superficial e garantem a segurança alimentar e nutricional de populações em situação de vulnerabilidade.
Referência Geral: Horta das Corujas (Vila Madalena, São Paulo). Iniciativa comunitária pioneira em praça pública que transformou uma área impermeabilizada em espaço de alta densidade vegetal, promovendo resfriamento microclimático e infiltração de água.
Aplicação em Niterói: Horta Comunitária do Fonseca / Morro da Penha. Projeto comunitário focado no cultivo de orgânicos que substituiu áreas áridas por canteiros produtivos, ajudando a diminuir o calor excessivo na Zona Norte.